CONTAG e a CNBB em defesa da PREVIDÊNCIA SOCIAL RURAL

                            
Na perspectiva de somar força na luta em DEFESA da PREVIDÊNCIA SOCIAL RURAL, a Direção da CONTAG pediu apoio à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Durante a reunião o presidente da CONTAG, Alberto Ercílio Broch socializou com o secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner, várias ações que o conjunto do MSTTR vem fazendo para que os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais conquistados ao longo dos anos sejam garantidos. 
 
“Já enviamos uma Carta Política aos mais de 5 mil prefeitos de todo Brasil, conversamos com representantes  da OAB, da Confederação Nacional Dos Municípios. Temos realizado grandes Atos de pressão em todo o Brasil, estamos orientando mais de 3 mil sindicatos para realizarem audiências públicas nas Câmaras de Vereadores, pedindo apoio da comunidade, dos padres e pastores, no sentido que a população entenda que se for aprovada a PEC 287/2016 do jeito que tramita no Congresso serão muitos os retrocessos.  Porém, as pessoas ainda não compreenderam o que pode acontecer, estão apáticas diante do desmonte da Constituição”, afirmou o presidente da CONTAG, Alberto Ercílio Broch.
                  
Alberto ainda aproveitou a oportunidade para destacar que nas últimas duas semanas representantes das 27 Federações que integram o Sistema CONTAG estiveram em Brasília dialogando com os deputados (as) sobre a inserção de várias emendas supressivas no texto da PEC 287/2016.
 
Entendendo a luta histórica da Igreja em favor dos menos favorecidos, o secretário de Políticas Sociais da CONTAG José Wilson Gonçalves destacou o entendimento comum que existe entre a CONTAB e a CNBB na defesa dos segurados(as) especiais do campo.
 
“Historicamente a Igreja e o conjunto do CONTAG sempre estiveram unidas em favor  dos agricultores(as) familiares, dos(as) quilombolas, dos(as) indígenas, dos(as) pescadores(as) artesanais, quebradeiras de coco, entre outros grupos que fazem o meio rural brasileiro. Portanto, nosso  entendimento é de somar força nessa pauta e fazer o enfrentamento conjunto dentro do Congresso Nacional em defesa das atuais regras de acesso aos benefícios da previdência  social”. Destacou o secretário de Políticas Sociais da CONTAG.
 
A secretária de Juventude Rural da CONTAG, Mazé Morais afirmou que se a PEC passar nos próximos dias sem alteração no texto referente aos rurais, o futuro do campo fica totalmente comprometido e fadado ao esvaziamento em poucos anos.
 
“Estamos preocupadas (os) com a permanência da juventude no campo, pois a PEC 287/2016 prejudica de forma muito direta nossa juventude rural  que não terá como ficar no campo enfrentando a falta de políticas e ainda sem perspectiva de uma aposentadoria  no futuro que  respeite o desgaste dos homens e mulheres que trabalham  debaixo de sol e chuva na lavoura”. Denunciou.
 
Presente na reunião, o jovem Rafael Dalenogari que veio de São Luiz Gonzaga-RS, socializou o esforço da sua comunidade em pressionar o Congresso Nacional para que não passe uma PEC tão nociva para classe trabalhadora rural. 
  
“Estamos fazendo um debate bastante amplo com os vereadores (as) dos municípios da minha Região. Temos dito da nossa preocupação com o fechamento do comércio local, o aumento do êxodo rural. A preocupação é tanto que nas últimas semanas os próprios agricultores e agricultoras familiares estão ligando para os deputados e deputadas cobrando que os (as) parlamentares não votem contra quem vive no campo”. Externou.
 
Após ouvir atentamente cada fala dos representantes da CONTAG, o secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner, disse que quer conhecer o estudo realizado pela CONTAG para se aprofundar mais da pauta dos rurais.
 
“Vamos ler e compreender atentamente o estudo PREVIDÊNCIA SOCIAL RURAL: POTENCIALIDADES E DESAFIOS. Queremos nos subsidiar de todas as informações, para que a posição da CNBB siga ainda mais firme na defesa  da categoria dos trabalhadores e trabalhadoras rurais”.
Dom Leonardo Ulrich Steiner encerrou afirmando: “Estamos estudando e elaborando uma manifestação que favoreça as pessoas de menor renda, os mais pobres".
                   

FONTE: Assessoria de Comunicação CONTAG - Barack Fernandes

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