QUE MAIS MULHERES POSSAM TER JUSTIÇA NO PAÍS

10 ANOS DA LEI MARIA DA PENHA – ‘QUE MAIS MULHERES POSSAM TER JUSTIÇA NO PAÍS’

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                                Foto: Reprodução / TV Globo

Lei Maria da Penha, a primeira no Brasil que visa combater a violência doméstica contra a mulher, completou 10 anos neste domingo (7). A data foi lembrada pela atriz Luiza Brunet, que no começo de julho denunciou seu ex-namorado, o empresário Lírio Parisotto, por agressão física.
O empresário bilionário se tornou réu em processo após o Tribunal de Justiça de São Paulo aceitar a denúncia feita pelo Ministério Público no caso de agressão contra Luiza. O processo segue em segredo de justiça. Em seu perfil no Instagram, a modelo compartilhou um vídeo em que deseja: “Que mais mulheres possam ter justiça no país”.
A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 com mecanismos para coibir e punir com mais rigor atos de violência contra a mulher. Ela leva o nome da farmacêutica bioquímica Maria da Penha Fernandes que, aos 38 anos, além de sofrer agressões físicas do marido e pai de suas duas filhas, Marco Antônio Heredia Viveros, foi atingida por ele com um tiro – que a deixou paraplégica.
A luta de Maria por justiça foi árdua mas hoje, aos 71 anos, ela reflete:
“Acordei de repente com um forte estampido dentro do quarto. Abri os olhos. Não vi ninguém. Tentei mexer-me, mas não consegui. Imediatamente, fechei os olhos e um só pensamento me ocorreu: “Meu Deus, o Marco me matou com um tiro”. Um gosto estranho de metal se fez sentir, forte, na minha boca, enquanto um borbulhamento nas minhas costas me deixou ainda mais assustada. Isso me fez permanecer com os olhos fechados, fingindo-me de morta, porque temia que Marco desse um segundo tiro.”
Trecho retirado do livro Sobrevivi… Posso contar, escrito por Maria da Penha
Por mais que a farmacêutica bioquímica Maria da Penha Fernandes, até então com 38 anos, estivesse acostumada com os gritos, as explosões de fúria e atitudes violentas de Marco Antônio Heredia Viveros, seu marido à época, ela custou a acreditar que aquele disparo tinha sido feito pelo homem que escolheu para compartilhar a vida e ser pai de suas três filhas.
Do Huffpost Brasil
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